Tudo que você precisa saber para amar o capitalismo

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1) O capitalismo cria valor
Toda a função e finalidade do capitalismo é facilitar a criação e produção de valor — bens e serviços que contribuem para a vida de uma pessoa e para seu bem-estar.  O capitalismo estimula que os esforços criativos e produtivos sejam direcionados para a satisfação dos desejos e das necessidades dos outros.
Costumamos aceitar como natural, como um presente da natureza, o formidável processo de criação de valor — algo que nos foi legado por gerações anteriores — que ocorre por meio da livre troca de bens e serviços.  Nós nos acostumamos de tal modo às nossas atuais condições de vida, que a maioria das pessoas jamais parou para considerar como tudo seria caso não houvesse capitalismo.
Se o fizessem, constatariam o óbvio: ainda estaríamos vivendo e manuseando uma única ferramenta de pedra, a mesma que os ancestrais da humanidade utilizaram por milhões de anos.  E o nosso único modo de adquirir riqueza seria por meio de guerras, as quais seriam mais brutais do que a maioria de nós poderia imaginar.
2) O capitalismo estimula o planejamento de longo prazo, desestimula a impulsividade e não permite que os indivíduos se entreguem ao deleite excessivo de suas tentações e desejos.  Isso facilita o desenvolvimento da civilização, da paz e da prosperidade
Se você quer criar algo de valor, você tem de pensar, tem de utilizar suas faculdades mentais.  Você tem de estar disposto a dedicar muito tempo para aprender novas habilidades e saber como praticá-las; tem de saber conectar longas relações de causa e efeito a fim de trazer ao mundo algo que não existia antes.  E esse algo de tem de ser proveitoso ou desejável para outras pessoas.
Como você tem de considerar as necessidades e desejos de terceiros, isso significa que você tem de criar empatia.  Você tem de se tornar capaz de perceber e entender o que vai dentro das outras pessoas, o que significa que você tem de desenvolver habilidades que lhe permitam entrever o que outras pessoas pensam, sentem e desejam.
Você tem ser capaz de estabelecer contato com outras pessoas de maneira pacífica, o que significa que você deve saber ter bons modos e desenvolver outras habilidades sociais.  O capitalismo estimula um comportamento mais extrovertido, uma maior cautela quanto aos seus modos e mais atenção a como seu comportamento afeta os outros.
O capitalismo também estimula a transmissão de habilidades intelectuais, emocionais e sociais que foram duramente conquistadas ao longo de gerações.  O que você aprendeu, você quer repassar aos seus filhos e netos, alunos, amigos e colegas, de modo que eles continuem a desenvolver no futuro tudo o que você aprendeu.
É sobre esses fundamentos que se constrói a civilização, e esta é exatamente a definição de cultura.  A humanidade possui uma característica singular em todo o mundo: ela possui cultura.  Lobos, uma manada de búfalos e um conjunto de golfinhos também são organizações sociais; mas somente nós humanos transferimos conhecimento e expressões tangíveis desse conhecimento ao longo de gerações.
Fazemos isso porque temos a capacidade mental para fazê-lo.  Porém, é o capitalismo que nos estimula a utilizar essa capacidade mental, e a utilizá-la de tal maneira que sabemos como aperfeiçoar tudo o que já foi criado anteriormente.
3) O capitalismo facilita o incremento da satisfação pessoal de longo prazo, bem como a capacidade de se ter felicidade na vida.  Isso, por sua vez, estimula as pessoas a se empenharem na excelência pessoal — que é a virtude da felicidade. 
Temos dentro de nós os impulsos e os desejos que podem nos levar a prazeres de curto prazo e a ações que podem causar grandes danos para nós mesmos e para outros.  Podemos ser violentos, podemos ser insultuosos, podemos ser absortos, e podemos ser totalmente desatentos para com os efeitos que temos sobre os outros.
Ceder a estes impulsos e desejos regularmente significa criar uma vida destrutiva, perigosa, dolorosa e curta.  Estimular tal estilo de vida como cultura é criar um autêntico inferno na terra.
O capitalismo faz com que seja supremamente recompensador e lucrativo fazermos algo completamente diferente.  Afinal, também temos dentro de nós a capacidade de pensar, de planejar, de antever as potenciais consequências de nossas ações, de aprender com nossos erros e com as respostas de terceiros.
Quanto mais utilizamos essa capacidade, mais desenvolvemos uma apreciação pela grande felicidade e satisfação pessoal que pode advir do fato de sermos muito atentos ao que fazemos; e aprendemos, com uma profundidade continuamente maior, como aquilo que nós fazemos afeta a nós mesmos e aos outros.
O capitalismo cria as circunstâncias externas que faz com que utilizar essa capacidade seja um benefício.  São essas qualidades empáticas, recíprocas, de longo prazo e voltadas para o nosso exterior  que tornam possível uma grande diversidade de virtudes — gratidão, coragem, empatia, produtividade, criatividade, perdão, bondade, integridade, compaixão e perseverança, para citar apenas algumas.
4) O capitalismo nos estimula a cooperar
A noção da "competição selvagem", em que impera a "lei do mais forte", é uma antiga, duradoura e permanente imagem criada pelos inimigos do capitalismo.  No entanto, é justamente o tipo de força bruta empregada pelo estado e pelos defensores do estatismo que estimula tal comportamento violento.
A competição dentro do capitalismo pode ser intensa e difícil, e insucessos (como falências) são parte integrante deste sistema.  Porém, para ser bem sucedido em qualquer empreendimento, você tem de aprender a cooperar com outras pessoas, saber trabalhar em conjunto com elas e aprender com seus próprios erros e fracassos.  Quanto melhor você se tornar nisso, maior será o potencial que você criará para o futuro.
São os seus concorrentes que lhe obrigarão a aprimorar suas habilidade, a preservar suas melhores práticas e a fornecer os melhores produtos e serviços para os seus consumidores.  Neste sentido, seus concorrentes são seus aliados — eles não estão no ramo para destruir você pessoalmente; eles estão concorrendo com você, envolvidos em uma relação ativa que irá manter cada um de vocês dentro de suas margens de crescimento.
Nossos antepassados cometeram o erro de aceitar as reivindicações morais do socialismo.  Eles aceitaram as virtuosas reivindicações de compaixão feitas pelos progressistas, e foram seduzidos pela visão que lhes foi apresentada de um mundo melhor, com pessoas melhores.  Mas podemos perdoá-los por isso, uma vez que eles não tiveram — ao contrário de nós — o benefício de poder olhar para os últimos cem anos e testemunhar os resultados de tais visões idealistas.
Recordo-me vivamente de minha (conservadora) avó dizendo que "o socialismo pode ser uma boa ideia na teoria, mas ele simplesmente não funciona."  O que ela — e milhões de outras pessoas — não entenderam é que a teoria é também igualmente péssima e nojenta.
O que eles não entenderam é que os progressistas, os socialistas, os comunistas, os fascistas... os estatistas de todas as matizes — aqueles que defendem o uso da força do governo para moldar e construir os seres humanos à imagem e semelhança daqueles que detêm o poder — não tinham absolutamente nada que pudesse ser comparado ao poder benevolente das trocas voluntárias.

NOTA IMPORTANTE


De antemão, ao iniciar o meu artigo de hoje faço uma reparação: em várias oportunidades escrevi dizendo que muitos brasileiros se manifestam como se tivessem ódio dos americanos. Trata-se de um engano. O sentimento correto não é o ódio, gente, é a inveja.

CAPITALISMO


Como não temos disposição, ou capacidade, para fazer do Brasil o mesmo que os americanos fizeram pelos EUA, a pronta reação dos invejosos é dizer que o capitalismo é um sistema muito cruel e desigual. A verdade, no entanto, é clara: o avanço da economia americana se deu pelo capitalismo. E quem preferiu outro sistema ficou, por convicção, para trás.

TODOS APROVEITAM


Geralmente, quem faz esse tipo de comentário, é quem se delicia com tudo aquilo que só o capitalismo oferece. Todos, indistintamente, usam a internet, o celular, o automóvel, e o supermercado. E fazem comparações de preços, o que, por si só, já identifica a existência de alguma concorrência.

ARROGÂNCIA


Outro comportamento muito atribuído aos americanos é o da arrogância. Esta postura, aqui entre nós, não é típica de um povo, mas de indivíduos. A arrogância está presente em todos os lugares. Tal qual a gripe. E ataca várias pessoas, inclusive muitas delas no Brasil, como é mais do que sabido.

MERCADO IMPERFEITO


É inegável que o capitalismo não é perfeito. Até porque não existe mercado perfeito. No entanto, no socialismo, quando o controlador é o Estado, aí a imperfeição é enorme. Puro defeito. Simplesmente porque o mais importante é cerceado: deixa de existir a vontade individual, a liberdade das pessoas, para dar lugar à vontade do governante.

CRISE


A crise que os EUA estão enfrentando hoje, com mais força do que o Brasil, já foi mais do que diagnosticada. Nos EUA sempre houve excesso de crédito. Já o Brasil sempre conviveu com escassez de crédito. Daí a razão para não termos sido atingidos, internamente, pela doença da oferta do crédito fácil, o que levou as economias mais desenvolvidas ao colapso.

TAXAÇÃO DA POUPANÇA


O governo voltou com o projeto de taxação da poupança. Como não sabe reduzir o imposto de renda das demais formas de investimento, o melhor caminho para poder reduzir a Selic é taxando a poupança. Não esqueçam que uma remuneração pela Selic plena não tem como competir com a Poupança, caso fique abaixo de 8% ao ano. De novo: a Poupança tem rendimento definido por lei; a Selic, pelo Copom.

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