JOSÉ RIBEIRO SE PRONUNCIA PELA PRIMEIRA VEZ DEPOIS DO OCORRIDO DA VILA ZULEICA

 


O prefeito do Vale do Ipiranga conversa com Guilherme Lisboa sobre sua candidatura à reeleição e fala sobre seus projetos de campanha e mandato.


Após ser baleado, o prefeito José Ribeiro aparece publicamente outra vez para falar sobre sua campanha de reeleição contando seus futuros projetos.

Na noite dessa segunda-feira (25), José Ribeiro deu às caras no jornal Voz do Ipiranga para uma conversa com o jornalista Guilherme Lisboa.

Guilherme Lisboa: "Sabemos que o tráfico de droga está levando cada vez mais jovens ao comércio ilegal. Muitos acreditam que isso acontece devido a falta de oportunidades aos jovens periféricos, outros dizem que é apenas uma necessidade de poder social. Mas em relação ao senhor, o que pretende fazer em seu mandato para acabar com o tráfico de drogas no Vale do Ipiranga?"

José Ribeiro: "Bom, investir na educação sempre. Não adianta entrarmos no morro atirando neles, devemos mostrar exemplo. Focar na educação, dar mais chance de aprendizados. Querendo ou não, eles são um de nós e fazem parte da nossa população. Esse é o meu ponto de vista."

Guilherme Lisboa: "Sabemos que a educação pública ainda é um quesito que gera preocupação por parte dos habitantes. Não é à toa que temos diversas greves salariais e constitucionais por parte dos funcionários. Dessa forma, qual é seu plano para evoluir esses fatores da educação do Vale do Ipiranga?"

José Ribeiro: "Uma das coisas que mais gostaria de investir é, em primeiro lugar, é a geração de emprego para os pais para evitar o trabalho infantil. E aí então investir em uma educação digna aos moradores da Vila Zuleica. Eu pretendo abrir e supervisionar uma escola. Essa parte da supervisão ficará por conta do meu Vice que é de extrema confiança, então somente só os assuntos mais importantes seriam passados à mim."

Guilherme Lisboa: "Como citado anteriormente pelo senhor, reduzir a taxa de desemprego é algo que deve ser pautado. Qual é seu plano governamental para isso?"

José Ribeiro: "Eu pretendo criar um projeto governamental para dar prioridade aos desempregados da Vila Zuleica. Então antes de contratar outras pessoas para quaisquer outros cargos, seria obrigatório dar visibilidade à essa parte da população, que é quem está mais presente nessa taxa de desemprego."

Guilherme Lisboa: "Voltando ao assunto da criminalidade, sua visão sobre a Vila Zuleica mudou em algum ponto após o senhor ter sido baleado?"

José Ribeiro: "Não, não mudou pois eu creio que sejam somente reações naturais desse povo que foi excluído da sociedade por tanto tempo. O que mais sinto de ter sido baleado, é a pena das pessoas que, infelizmente, depois das suas consequências de vida, vivem de forma violenta somente por reflexo de sua vivência. Minha maior vontade é abranger oportunidades à esse povo que por tanto tempo sofreram a exclusão social, e poder proporcionar dignidade e direitos humanos."

Guilherme Lisboa: "Como o senhor afirmou, o comportamento deles é reflexo da violência que sofreram. Ainda assim, as atividades policiais permanecem agressivas na região da Vila Zuleica, muitas vezes até ferindo e matando inocentes moradores da região. O senhor possui algum planejamento de como aumentar a efetividade das operações policiais e ao mesmo tempo diminuir a violência nas comunidades por parte dos oficiais?"

José Ribeiro: "Além de político eu também sou ser humano. Não fecho os meus olhos para toda essa covardia que ocorre nos morros e áreas periféricas. Com toda certeza, a coisa que eu mais almejo é poder investir melhor no modo operante daqueles que atuam nas favelas. Quero que eles saibam que os moradores da Vila Zuleica e de todas as favelas do Brasil, são seres humanos assim como eles. E a violência só deve ser usada em caso de extrema necessidade para preservar a segurança pessoal dos policiais. Por fim, caso eu saiba que os policiais estão trabalhando de forma violenta e corrupta, eu mesmo farei questão de afastar os mesmos."

Leia também  A segurança pública na Vila Zuleica para entender mais sobre a violência nas comunidades.

Matéria - LISBOA, Guilherme Duarte•

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