Quebrando o estereotipo alemão

Setenta e três anos após a derrota do nazismo, a Alemanha mantém o empenho de explicar os horrores produzidos por Hitler e seus aliados. Segundo o historiador alemão, Daniel Bratanovic, editor do jornal Junge Welt, “desde cedo, a educação nas escolas da Alemanha Oriental era anti-fascista. Em 1968, começou a se falar nas escolas de todo o país”, afirma.

Recentemente, a Embaixada da Alemanha publicou um vídeo explicando como o nazismo era tratado entre os alemães, e recebeu uma enxurrada de comentários de brasileiros. Os internautas afirmavam que o nazismo era ligado às ideologias de esquerda e contestavam o holocausto.

Em entrevista exclusiva a Pixel, Bratanovic afirma que “é uma reivindicação tola de que o nazismo poderia ser um movimento de esquerda”. Segundo ele, “o movimento nazista, desde o começo, recebeu dinheiro e suporte de importantes setores militares, também de setores do capital, por exemplo de proprietários de fábricas de aço, preparando a Alemanha para a guerra”.

Além de questionar as posições ideológicas de Hitler, nos comentários, apoiadores do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) acusavam a embaixada de influenciar nas eleições brasileiras, ao ligar o nazismo à extrema direita alemã.

 

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