VOCÊ SABE A RELAÇÃO ENTRE CAFÉ E O HABBLET ?
CAFÉ E O VÍCIO
A frequente necessidade de ingerir a bebida (café) é um dos sinais do vício. Se pretender deixá-lo, é bom saber que irritabilidade, agitação, ansiedade, dor de cabeça e insônia são sintomas da abstinência da cafeína.
Por outro lado, se consumida moderadamente, essa droga pode auxiliar na prevenção de inúmeras doenças, como o mal de Parkinson, a depressão, o diabetes, os cálculos biliares, entre muitas outras.
Os efeitos da cafeína no organismo variam de pessoa para pessoa. Fatores que influenciam: idade, peso e a capacidade do fígado de digerir essa substância.
Quais são os sintomas de um viciado em café?
A frequente necessidade de ingerir a bebida é um dos sinais do vício. Se pretender deixá-lo, é bom saber que irritabilidade, agitação, ansiedade, dor de cabeça e insônia são sintomas da abstinência da cafeína.
Há quem diga: não bebo café, portanto, não sou “cafeinado”. Será mesmo?
Não, se essa afirmação for baseada na ideia errônea de que a cafeína está presente apenas no café. Esse alcaloide compõe várias bebidas e alimentos, como chá verde, refrigerantes de cola, pó de guaraná, chocolate, guaraná, cacau, chá-mate, entre outras.
JOGOS E VÍCIO
O vício em games é um tipo de vício comportamental em que a pessoa deixa de fazer suas atividades diárias para ficar jogando, o que compromete atividades básicas do cotidiano, como higiene pessoal, alimentação, trabalho e/ou estudos, vida social e etc.
Fatores de risco
Os fatores mais ligados ao risco de ter vício em games são:
Fatores biológicos
Algumas pessoas possuem estruturas neuronais e/ou biológicas que fazem com que a pessoa:
- Tenha dificuldades para deixar de jogar ou interromper o jogo
- Sofrer muito quando não está jogando
- Tenha uma necessidade cada vez maior de jogar quantidade maiores de tempo ou por mais recompensas.
Normalmente essas particularidades biológicas estão ligadas ao mecanismo de recompensa do cérebro, e funcionam de forma semelhante ao vício por substâncias, como o alcoolismo, tabagismo ou vício por outras drogas. Acredita-se que isso pode estar relacionado a uma predisposição genética.
Isso ocorre porque o ato de jogar libera um neurotransmissor chamado dopamina, responsável pelo prazer imediato. Portanto, o jogo é um objeto que, de alguma forma e em alguns casos, pode ser comparado a uma droga.
Fatores psicológicos
Além da predisposição neuronal, algumas características psicológicas podem ajudar no vício de games, como:
- Baixa autoestima
- Dificuldades de autocontrole
- Impulsividade
- Déficits em habilidades sociais como de comunicação e manejo de sentimentos desagradáveis
- Timidez excessiva
- Transtornos mentais como depressão e ansiedade.
FONTE:
Psiquiatra Hewdy Lobo, especialista em Psiquiatria Forense, terapeuta comportamental especializado no tratamento da Dependência Química. Médico do ProMulher, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e diretor do Vida Mental Serviços Médicos.
Psiquiatra Leonardo Maranhão, especializado em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira, especialista em dependência química pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e doutoranda do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica na mesma instituição.
Psicanalista Mônica Mussolino, especialista da Clínica Médica Integrada de São Paulo (CLIMISP) e doutoranda do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Psiquiatra Mario Louzã, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha.
Psicólogo Rafael Pereira (CRP-SC 16202), com atuação e pesquisa em esporte eletrônico.