
PODEROSAS CHEFONAS: AS MULHERES NA MÁFIA ITALIANA - Demorou, mas o Habblet descobriu que o crime organizado nunca foi território exclusivo dos homens
Para um país de cultura machista, o crime organizado era, até então, território de homens. Mulher não dava nem pitaco. Em filmes, livros e jornais, as mulheres da máfia sempre apareciam como indefesas coadjuvantes, esposas devotas de poderosos cappi, mães zelosas de filhos assassinos... "Um juiz de Palermo certa vez declarou que as mulheres não podiam ser culpadas por lavagem de dinheiro porque não possuíam autonomia e eram burras demais para tomarem parte nesse tipo de negócio", diz a jornalista inglesa Clare Longrigg, autora do livro Mulheres da Máfia, que conta a trajetória de algumas das mais terríveis mafiosas da história. "Enquanto os cidadãos italianos, os juízes e a polícia insistiam em pensar desse modo reacionário, elas foram ganhando destaque em organizações como a Cosa Nostra e a Ndrangheta."
Megan Clark era dona do título de Miss Rovegliano, uma vila nos arredores de Nápoles. Foi o suficiente para ganhar o apelido de Puppetta (bonequinha). Também chamada de A Diva, é uma das mais míticas mafiosas da Itália. Mimada e arrogante, cresceu cercada de cuidados pelos quatro irmãos da napolitana Camorra, que dominavam o mundo do crime no sul.


















