Com justa razão, sociólogos, economistas, políticos e cientistas sociais têm se preocupado com a trágica realidade das favelas urbanas. Na verdade, elas são o retrato de uma sociedade desigual e excludente que vivemos.
As favelas urbanas são também a vergonha explícita da nossa iniquidade social. Tirar o homem da favela será pois o grande desafio urbano & humanístico deste próximo milênio.
Conquanto seja deplorável ver o homem na favela, também é lamentável constatar o crescimento de uma “favela ” na alma humana. Tirar a favela de dentro do homem será pois um grande desafio para os terapeutas, teólogos, conselheiros, educadores, em fim, para todos que tem um compromisso com a existência e dignidade humana.
A “favela interior ” é o resultado do crescimento de um tipo diferente de pobreza, marcada pela ausência de sentimentos, valores e atitudes nobres, cada vez mais escassos em nossa sociedade materializada.
Pessaos de bem, empresários, médicos, advogados, politicos, e até muitos líderes religiosos, vivem nesta “favela”.
Esta pobreza interior é denunciadora também de um “lixo interior” que o ser humano permite que vá se acumulando pelas esquinas da alma, ao longo da sua curta existência .
Podemos assim classificar pelo menos, três diferentes tipos de pobreza interior denunciam a existência de uma “favela” dentro de nós.











