Conteúdos em alta

Mostrando postagens com marcador vale do ipiranga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vale do ipiranga. Mostrar todas as postagens

RENAN NERES - TRANSFORMANDO O MUNDO

 


Com o início das campanhas políticas, Renan Neres, candidato à prefeito, se apresentou publicamente para compartilhar um pouco mais sobre suas propostas.


Após o início das campanhas políticas, Renan Neres conversou com Guilherme Lisboa sobre seus projetos governamentais.


Guilherme Lisboa: Creio que ficou sabendo sobre o atentado que seu oponente José sofreu. O disparo que acabou o acertando foi durante uma campanha, e isso duplicou o cuidado dos candidatos. Sendo assim, como o senhor está se posicionando em relação à segurança?


Renan Neres: Primeiramente, é uma satisfação imensa poder ser entrevistado por vossa senhoria. Então, no tocante a segurança pública não é um problema apenas da nossa cidade, mas também como de todo o país. Porém, podemos levantar pontos para a segurança pública. Tais como reforçar a ação policial nas localidades com mais crimes, reforçar armamentos da população e também criar projeto social com que vise tirar as pessoas da vida do crime.


Guilherme Lisboa: Falar sobre segurança é falar sobre bem-estar pessoal, e essa questão também se direciona à áreas como a saúde. Sendo assim, quais são seus planos governamentais para melhorar a saúde pública no Vale do Ipiranga?


Renan Neres: A saúde pública é um dos mais importantes temas no âmbito de governo, representando uma das minhas principais prioridades como candidato à prefeitura local. Dentro deste importante contexto da administração pública, dois aspectos nos parecem essenciais: O apoio às ações assistenciais e à manutenção dos serviços de responsabilidade da prefeitura. As ações assistenciais terão dois componentes principais, sendo eles o fortalecimento da rede hospitalar da cidade, e o apoio total ao atendimento dos procedimentos de média e alta complexidade. Para a efetivação destas ações, faz-se necessária a utilização dos recursos mais atualizados de tecnologia da informação e da comunicação.


Guilherme Lisboa: Seguindo esse raciocínio de melhorias, o que pode dizer sobre educação pública?


Renan Neres: Educação é um dos, senão o mais, importante tópico da nossa campanha. Já dizia Paulo Freire: "Educação não transforma o mundo, Educação muda as pessoas, pessoas mudam o mundo." A educação receberá em nossa gestão, uma prioridade significativa. Assumo o compromisso de ampliar substancialmente o número de vagas nas creches, o acesso à pré-escola, e ampliação da educação em tempo integral para os alunos do ensino fundamental. Também irei trazer uma inclusão tecnológica, promovendo acesso à todos os estudantes àquilo que chamamos de tecnologia educacional. Óbvio que iremos capacitar os docentes para usá-las. Vamos valorizar o professor, usar a flexibilidade do ensino técnico para dar mais empregabilidade aos jovens e estimular atividades esportivas.


Guilherme Lisboa: Bom, como o senhor citou essa inclusão tecnológica, sabemos que esses aparelhos não são tão acessíveis à população devido seus valores. Pensando assim, como que esse plano de inclusão digital vai acontecer? Teremos aumento nos impostos ou algo do tipo?


Renan Neres: Em dados do IBGE, é possível ver que cerca de 152 milhões de pessoas no Brasil com acesso à internet. Consequentemente, também tem acesso à tecnologia. O grande problema é o grupo que não tem, certo? Pois bem, teremos uma gestão totalmente comprometida com o povo. Há uma verba que chega enviada pelo governo federal, que se bem usada, dá para desenvolver essa inclusão. E não, não haverá aumento algum de imposto. Afinal, lutaremos para reduzi-los.


Guilherme Lisboa: E como pretende abaixar os impostos sem abrir um buraco econômico imediato?


Renan Neres: Bom, existem alguns impostos que são exagerados, uma redução de impostos não fará mal. Exemplo: Reduzir impostos para os mais pobres e reduzir impostos para os empresários. É factual que teremos um auxílio de um economista, para fazermos isso sem prejudicar a população. Uma coisa eu garanto, imposto municipal não será aumentado.


Leia também José Ribeiro se pronuncia pela primeira vez depois do ocorrido da Vila Zuleica para acompanhar as campanhas políticas.

JOSÉ RIBEIRO SE PRONUNCIA PELA PRIMEIRA VEZ DEPOIS DO OCORRIDO DA VILA ZULEICA

 


O prefeito do Vale do Ipiranga conversa com Guilherme Lisboa sobre sua candidatura à reeleição e fala sobre seus projetos de campanha e mandato.


Após ser baleado, o prefeito José Ribeiro aparece publicamente outra vez para falar sobre sua campanha de reeleição contando seus futuros projetos.

Na noite dessa segunda-feira (25), José Ribeiro deu às caras no jornal Voz do Ipiranga para uma conversa com o jornalista Guilherme Lisboa.

Guilherme Lisboa: "Sabemos que o tráfico de droga está levando cada vez mais jovens ao comércio ilegal. Muitos acreditam que isso acontece devido a falta de oportunidades aos jovens periféricos, outros dizem que é apenas uma necessidade de poder social. Mas em relação ao senhor, o que pretende fazer em seu mandato para acabar com o tráfico de drogas no Vale do Ipiranga?"

José Ribeiro: "Bom, investir na educação sempre. Não adianta entrarmos no morro atirando neles, devemos mostrar exemplo. Focar na educação, dar mais chance de aprendizados. Querendo ou não, eles são um de nós e fazem parte da nossa população. Esse é o meu ponto de vista."

Guilherme Lisboa: "Sabemos que a educação pública ainda é um quesito que gera preocupação por parte dos habitantes. Não é à toa que temos diversas greves salariais e constitucionais por parte dos funcionários. Dessa forma, qual é seu plano para evoluir esses fatores da educação do Vale do Ipiranga?"

José Ribeiro: "Uma das coisas que mais gostaria de investir é, em primeiro lugar, é a geração de emprego para os pais para evitar o trabalho infantil. E aí então investir em uma educação digna aos moradores da Vila Zuleica. Eu pretendo abrir e supervisionar uma escola. Essa parte da supervisão ficará por conta do meu Vice que é de extrema confiança, então somente só os assuntos mais importantes seriam passados à mim."

Guilherme Lisboa: "Como citado anteriormente pelo senhor, reduzir a taxa de desemprego é algo que deve ser pautado. Qual é seu plano governamental para isso?"

José Ribeiro: "Eu pretendo criar um projeto governamental para dar prioridade aos desempregados da Vila Zuleica. Então antes de contratar outras pessoas para quaisquer outros cargos, seria obrigatório dar visibilidade à essa parte da população, que é quem está mais presente nessa taxa de desemprego."

Guilherme Lisboa: "Voltando ao assunto da criminalidade, sua visão sobre a Vila Zuleica mudou em algum ponto após o senhor ter sido baleado?"

José Ribeiro: "Não, não mudou pois eu creio que sejam somente reações naturais desse povo que foi excluído da sociedade por tanto tempo. O que mais sinto de ter sido baleado, é a pena das pessoas que, infelizmente, depois das suas consequências de vida, vivem de forma violenta somente por reflexo de sua vivência. Minha maior vontade é abranger oportunidades à esse povo que por tanto tempo sofreram a exclusão social, e poder proporcionar dignidade e direitos humanos."

Guilherme Lisboa: "Como o senhor afirmou, o comportamento deles é reflexo da violência que sofreram. Ainda assim, as atividades policiais permanecem agressivas na região da Vila Zuleica, muitas vezes até ferindo e matando inocentes moradores da região. O senhor possui algum planejamento de como aumentar a efetividade das operações policiais e ao mesmo tempo diminuir a violência nas comunidades por parte dos oficiais?"

José Ribeiro: "Além de político eu também sou ser humano. Não fecho os meus olhos para toda essa covardia que ocorre nos morros e áreas periféricas. Com toda certeza, a coisa que eu mais almejo é poder investir melhor no modo operante daqueles que atuam nas favelas. Quero que eles saibam que os moradores da Vila Zuleica e de todas as favelas do Brasil, são seres humanos assim como eles. E a violência só deve ser usada em caso de extrema necessidade para preservar a segurança pessoal dos policiais. Por fim, caso eu saiba que os policiais estão trabalhando de forma violenta e corrupta, eu mesmo farei questão de afastar os mesmos."

Leia também  A segurança pública na Vila Zuleica para entender mais sobre a violência nas comunidades.

Matéria - LISBOA, Guilherme Duarte•

JUVENTUDE QUÍMICA - O MUNDO DAS DROGAS AOS JOVENS


Estudos apontam que cada vez mais os jovens estão entrando no mercado ilegal de entorpecentes no Brasil. 


Especialistas afirmam que a preparação para o mercado é a maneira mais eficaz de evitar a exploração de crianças e adolescentes pelo crime: ‘Por que o menino de periferia não pode ser chefe de cozinha?’


Peões em um jogo que movimenta milhões de reais no Brasil, crianças e adolescentes são aliciados para o tráfico de drogas cada vez mais cedo no país. Uma pesquisa feita pelo Observatório de Favelas, organização localizada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, mostrou que 13% das pessoas inseridas na comercialização de drogas ilícitas tinham entre 10 e 12 anos no ano de 2018, número duas vezes maior do que o registrado em 2017. Dados disponibilizados pela Fundação Casa de São Paulo apontam que atualmente há 5.269 jovens entre 12 e 20 anos cumprindo medida socioeducativa no local (aqueles que têm 18 anos ou mais estão cumprindo penas aplicadas quando ainda eram menores de idade). Desses, 2.670 foram apreendidos por tráfico de drogas, o equivalente a mais da metade das detenções. Uma série de fatores tornam os mais jovens vulneráveis ao crime e à exploração infantil com o trabalho no tráfico. Para especialistas em segurança pública, os caminhos para combater essa violência dobrada são muitos e vão da profissionalização dos jovens até a descriminalização das drogas.


“Verificamos que o crime de tráfico — no qual a pessoa recebe a droga, transita com a droga, vende a droga nos pontos de tráfico, transporta a droga de um lugar para o outro — tem por trás, normalmente, adultos, que são os grandes traficantes, aquelas pessoas que comercializam a droga e passam para essas crianças realizarem a prática dessa ilicitude. Eles fazem isso porque são pessoas mais vulneráveis, são pessoas que, segundo esse mercado, não respondem pela prática de um crime por serem menores de 18 anos, por serem inimputáveis. Então, em razão disso, por receberem medidas socioeducativas, infelizmente são muito utilizados por facções criminosas ou por outros criminosos maiores de idade para praticarem o ato da consumação tanto do roubo quanto do tráfico” - explica o secretário de Justiça de São Paulo e advogado criminalista Fernando José da Costa.


No baile realizado nesse sábado (23), representantes de um dos pontos de droga mais presentes no Vale do Ipiranga anunciaram as vendas por meio da deep web, área da Internet que fica "escondida" e tem pouca regulamentação, e com isso facilitou a chegada de compradores durante a festa.


"Hoje o baile vai ser patrocinado pela tropa do chefe, a biqueira estará na atividade e não vai faltar o open de lança, de lei!

O baile vai ser monitorado, muita postura é o mínimo que exigimos! Mandado vai engatar a ré na bala.

Saiba chegar e saiba sair, muita fé!

O pó de cinco foi abastecido, brota na loja noia!" - dizia o anúncio.


Além disso, o professor de gestão pública da FGV e associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rafael Alcadipani, falou um pouco mais sobre o desenvolvimento do tráfico:


"O que a gente percebe é um país que não cria educação, não dá oportunidade de educação para as pessoas e depois prende e mata. São [moradores de] lugares muito carentes, locais em que falta tudo, falta Estado… E os criminosos, muitas vezes, se transformam em modelo para essas pessoas. Além disso, é uma forma de dinheiro fácil, se você for pensar. É uma oportunidade de ganhar dinheiro.


O tráfico de drogas entre os jovens vai permanecer sendo um grande problema aos jovens, principalmente os periféricos, que seguirão nesse caminho ilusório de poderes com a ambição de querer ser relevante ao seu meio - pouco se importando para as consequências. Diante dessa pauta, a questão que fica aos próximos governantes é: Como entregará oportunidades sociais, econômicas e acadêmicas a partir dessas dores?

Matéria - LISBOA, Guilherme Duarte•25/10/2021

A SEGURANÇA PÚBLICA NA VILA ZULEICA - ARTIGO DE OPINIÃO

 


O jornalista líder Guilherme Lisboa expressa sua perspectiva sobre o último atentado realizado na Vila Zuleica.

Colocar segurança pública em debate é apontar uma das bases da pirâmide de Maslow, algo que deve ser trabalhado como prioridade em um plano de governo, seja ele municipal, estadual ou federal. A população, além da teoria, precisa se sentir segura diante de qualquer condição pública, e hoje precisamos apontar quem dispõe mais essa sensação aos residentes da Vila Zuleica.


É certo pensar que hoje em dia, em bairros periféricos, a hierarquia criminal acaba falando mais alto do que a governamental, socialmente dito. Uma operação policial traz baixas descontroladas em muitos casos. Uma pesquisa feita em 2020 revelou que 2.215 crianças foram mortas em ações policiais desde 2017. Por esse lado, exigir confiança pública imediata por parte da população periférica, é como um insulto radical.


Obviamente não podemos relevar crimes como o de ontem, são situações muito distintas. Mesmo que, provavelmente, ser uma visita que só ocorreu devido a chegada das eleições, nenhuma irritabilidade justifica uma tentativa de homicídio na situação do José Ribeiro. Mesmo que seja uma falsa trégua momentânea, esse ato por parte do criminoso apenas alimenta uma guerra que pode acabar em enormes baixas.


Voltando ao primeiro tópico, quando a entidade máxima municipal acaba sofrendo um ataque direto, a população, psicologicamente falando, não consegue sentir nenhuma firmeza na segurança pública, afinal a mesma não foi capaz de proteger seu líder máximo. Então aqui exibe-se um questionamento:


Até onde podemos nos sentir seguros às custas do governo?

Matéria - LISBOA, Guilherme Duarte•

Exército investiga furto de arma na Vila Militar, no Habblet

  O Comando Militar do Planalto Habbletiano (CMLH) abriu um "procedimento judicial" para investigar um furto de armamento na Vila ...